Na sepultura dos vendavais
arrancam-se viscerais promessas de maré
Vêm e vão num enjoativo balançar de corpos frescos
- voltam em cima das pedras azuis -
os que não pedem demais quando fica frio
Procuraria no vão das escadas de papel
pelos recantos onde se acumula todo o pó
para depois sugá-lo, numa palhinha de mil metros,
invertendo o sentido das coisas
O pó por dentro, revolto numa desnorteada vela teatral
e a cal das paredes liquidas nos tectos de colmo