
Sim, eu sei onde andam os meandros dos meus enganos
Não te iludas, nada disto é um acaso
Os dias que perco, fingindo-me não saber,
são as pedras que guardas no teu saco
É por isso que te cansas de amor
Por isto que me pedes, tão delicadamente quanto o medo que conservas em pó,
que te procure durante a noite e te sugue a alma quando tenho frio
Não sei se te desafio se somente te arrasto
Queria arrancar-te o coração do peito e deixá-lo do meu lado,
ter um caminho suplente
Deixarias, se te pedisse, se supusesses que o quero
Consome-me o teu modo de me olhar
Vou apanhar mais pedras
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